terça-feira, 14 de maio de 2013

Chegou o dia!

Desculpe o mal trato, gente, mas andei muito ocupado com o processo de publicação de "Cores Primárias"!

Já sabem, às 19h30 na livraria Martins Fontes, na Paulista! Espero por vocês!




terça-feira, 7 de maio de 2013

Amoroso

A cada vez em que me olha
com estes olhos rápidos, castanhos
fugidios, dispersos, taciturnos
que não dizem sim nem não
Olhos que me trazem esperança, medo,
olham-me envoltos em reticências

Eu estremeço

A cada vez que nos esbarramos,
mesmo que sem querer, sem razão,
cegos de tanto céu, tanto mar,
tanta escuridão
Distraídos em pensamentos de decepção

Ah, mulher, é aí que eu percebo

Que mesmo sem nunca termos nos tocado
nesta imensa amalgama de sentidos e razões
Que eu nunca tenha lhe visto entre as esquinas, becos, vielas
Mesmo que eu não saiba seu nome

Ah, como eu te amo, mulher...

(Poema do livro Cores Primárias, de 2013)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Convite para o lançamento!

Outra novidade! Mesmo faltando alguns detalhes, já adianto quando e onde será o evento de lançamento de Cores Primárias. Desde Já estão todos convidados!



Capa do livro divulgada

Oi, gente, tudo certo?

Acabei ficando sem postar nada por uns dias, mas o motivo foi nobre. Estou definindo os últmos detalhes para o lançamento do meu livro de poemas, Cores Primárias. A capa já foi divulgada pela editora Multifoco, do Rio de Janeiro. Que tal?




quinta-feira, 25 de abril de 2013

Faísca de vida



Não havia lusco-fusco
Não havia agitação
Não havia noite

Só havia o cinza
E uma segunda feira mal sucedida

Os faróis não funcionavam
Os mortos não ressuscitaram
Nem o mundo acabou

Nada aconteceu
O tempo não parou de repente

Nem uma faísca de verdade
Acendeu um pingo de vida
No meio de tanta angústia

E só havia o tédio
Imperioso, como um sonho torpe de um velho rei moribundo

terça-feira, 23 de abril de 2013

Morte



Quando eu morrer
Não vá ao enterro
Dê uma daquelas desculpas,
Diga que não se sente bem

Quando eu morrer
Não quero que chore
Ou que comemore
Diante de um cadáver gelado

Quando eu morrer
Não diga: - Eu avisei
Ou simplesmente pense
Que tudo tem uma hora para acontecer

Quando eu morrer
Eu quero o silêncio, o esquecimento
Pois é só na brutalidade da quietude
Que verdadeiramente os mortos tornam-se imortais

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Soneto aos amigos

Alegro-me em dizer em alto som:
não somos como os heróis perdidos,
sem pátria, bandeira para descanso,
ou porto seguro para os nossos sonhos

Digo-lhe com todas as vogais
que julgam as minhas ações
A amizade que aqui professo
durará por eternas gerações

Amigos do norte, do sul
deixo-lhes um pedaço de mim
para que ganhe um de vós

Nossos laços anímicos
por eras percorrerão a Terra
para dizer-lhe: amigo

(do livro Cores primárias)